Diabetes Mellitus

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O que é diabetes?
Diabetes mellitus é uma doença muito frequente onde existe um acúmulo de glicose no sangue, além dos limites considerados normais. Os carboidratos dos alimentos são transformados em glicose a qual é absorvida pelas células do nosso corpo dependendo diretamente da ligação da insulina em um receptor celular. As nossas células necessitam da glicose para produzir energia e funcionar corretamente. No diabético, a ação da insulina, hormônio que é produzido pelo pâncreas, está comprometida. Por isso a glicose sobra e fica em excesso no sangue. Parte do excesso de glicose pode ser estocado no fígado, mas até um certo limite, em forma de glicogênio hepático ou em forma de triglicerídeos, o que também vai trazer danos ao fígado.

Quais são as causas do diabetes?
Basicamente existem duas causas principais para ocorrer este acúmulo de glicose que depende da produção de insulina pelo pâncreas: a) No Diabetes tipo 1 existe uma deficiência na produção de insulina. É uma doença bem mais grave, que geralmente surge no paciente ainda criança ou jovem, mas raramente no adulto. Essas pessoas sofrem uma destruição autoimune das células pancreáticas que produzem a insulina. Neste caso vão depender de injeções de insulina e de um controle alimentar rigoroso, para o resto da vida. b) No Diabetes tipo 2 pode ocorrer tanto uma deficiência parcial na produção da insulina, quanto uma incapacidade da insulina produzida em trabalhar da forma correta, o que também é chamado de resistência insulínica. Este tipo é bem mais frequente e aparece mais no adulto. Fatores como: genética, estresse das grandes metrópoles, ganho de peso excessivo, alimentação inadequada e inatividade física, contribuem para o aparecimento da doença.

Quais são os sintomas do diabético? 
No tipo 1 os sintomas são mais imediatos e evidentes, o paciente passa a urinar excessivamente, apresenta muita sede e visão turva. No tipo 2, estes sintomas também podem ocorrer, mas muitas vezes não há sintoma nenhum e o indivíduo fica muitos anos sem saber e sem se tratar. Só com o tempo apresenta sintomas como mal estar geral, cansaço, dormência nos pés, falta de sensibilidade, feridas que não cicatrizam.

Quais os perigos por trás do não controle desta glicose elevada? 
As complicações tardias, podem ser fatais ou graves como: cegueira, amputações, dores neuropáticas, insuficiência renal, aterosclerose e infarto silencioso. Essas complicações vão surgindo lentamente, sem dar muitos sintomas, ditas silenciosas, e quando surgem muitas vezes são irreversíveis.

Como é feito o diagnóstico? 
1. a) dosagens laboratoriais de glicemia em jejum, ou com curva glicêmica 2. b) dosagem de glicemia capilar com glicosímetro 3. c) dosagem da hemoglobina glicada (A1C), que reflete a média da glicose. O exame da A1C, também é usado para o controle dos pacientes já em tratamento, determinando se ele está dentro das metas. Valores de glicemia de jejum (GJ): – GJ 100 mg/dL: considerado dentro do limite de normalidade. – GJ 100 a 125 mg/dL: pré-diabetes. – GJ 126 mg/dL: diabetes. Valores da A1C: 1) para avaliação do controle glicêmico em pessoas com diabetes: – A1C entre 4% a 6% = faixa de resultados normais. – A1C entre 6% a 7% = diabetes moderadamente controlado. – A1C maior que 7% = diabetes mal controlado. 2) para diagnóstico do diabetes: – A1C abaixo de 5,7% = ausência de diabetes. – A1C entre 5,7% e 6,4% = presença de pré-diabetes. – A1C maior ou igual a 6,5% = diabetes mal controlado.

Você sabe se tem risco de desenvolver diabetes? 
É grande o número de pessoas que a cada dia recebem o diagnóstico de diabetes. No Brasil, em torno de 7% da população, tem diabetes! Procure um endocrinologista se você tiver: 1) Glicose de jejum acima de 100; 2) Triglicerídeos elevados; 3) Fazendo uso de glicocorticóides; 4) Ganhando peso ou já com sobrepeso; 5) Obesidade; 6) Cintura abdominal maior que 94 cm para homens e maior que 80 cm para mulher; 7) Parentes próximos com diabetes; 8) Urinando muito; 9) Acordando a noite mais de uma vez para urinar; 10) Sentindo muita sede; 11) Teve filho nascido com peso superior a quatro quilos; 12) Teve diabetes gestacional (durante pelo menos uma das gestações); 13)Tem síndrome de ovários policísticos. A prática de atividade física regular e uma alimentação saudável são essenciais para o controle desta doença, além disso, existem diversos tratamentos com medicamentos orais e/ou injetáveis que promovem um controle adequado destes níveis elevados da glicose, portanto, não se justifica mais deixar de procurar um especialista e colocar sua glicemia no alvo certo.

Dra. Glaucia Moraes
Endocrinologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966

Transtorno Obsessivo Compulsivo

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1 – O que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo? 
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um transtorno comum, crônico e duradouro. É caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões. O TOC é considerado uma doença mental grave. Ela está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que cerca de 4 milhões de brasileiros sofram com a doença. Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados. Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais em que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.

2 – Qual é a explicação para o TOC?
As causas do TOC são desconhecidas, mas os fatores de risco incluem tendências genéticas e influências do meio ambiente.

3 – Como é possível detectar os pacientes com TOC no atendimento médico? 
Pessoas com TOC podem ter sintomas de obsessões, compulsões ou ambos. Esses sintomas podem interferir em todos os aspectos da vida, como trabalho, escola e relacionamentos pessoais. Os sintomas do TOC envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (preocupações excessivas, dúvidas, pensamentos de conteúdo impróprio ou “ruim”, obsessões) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Portadores da doença sofrem de muitos medos, como por exemplo o de contrair doenças ou cometer alguma falha. Em virtude desses medos, evitam as situações que possam provocá-los, possuindo um comportamento chamado de evitação. As evitações, embora não específicas do TOC, são, em grande parte, as responsáveis pelas limitações que o transtorno acarreta.

4 – Quais os sinais e sintomas? 
Obsessões são pensamentos repetidos, impulsos ou imagens mentais que causam ansiedade. Os sintomas comuns incluem: Medo de germes ou contaminação, lavando as mãos excessivamente. Preocupar-se excessivamente com limpeza. Revisar diversas vezes portas, janelas, gás ou o ferro de passar roupas antes de sair de casa ou dormir. Pensamentos proibidos ou indesejados envolvendo sexo, religião e danos. Pensamentos agressivos em relação aos outros ou a si próprio. Ter coisas simétricas ou em uma ordem perfeita. Compulsões são comportamentos repetitivos que uma pessoa com TOC sente o desejo de fazer em resposta a um pensamento obsessivo. As compulsões comuns incluem: Limpeza excessiva e / ou lavagem das mãos. Ordenação e organização das coisas de uma maneira específica e precisa. Repetidamente verificar as coisas, tais como verificar repetidamente para ver se a porta está bloqueada ou que o forno está desligado. Contagem Compulsiva. Nem todos os rituais ou hábitos são compulsões. Todo mundo verifica as coisas às vezes. Mas uma pessoa com TOC geralmente: Não pode controlar seus pensamentos ou comportamentos, mesmo quando esses pensamentos ou comportamentos são reconhecidos como excessivos. Gasta pelo menos 1 hora por dia nesses pensamentos ou comportamentos. Não obtém prazer ao realizar os comportamentos ou rituais, mas pode sentir breve alívio da ansiedade que os pensamentos causam. Experimenta problemas significativos em sua vida diária devido a esses pensamentos ou comportamentos. Os sintomas podem vir e ir, aliviar ao longo do tempo, ou piorar. As pessoas com TOC podem tentar ajudar a si mesmas, evitando situações que desencadeiam suas obsessões, ou podem usar álcool ou drogas para se acalmarem. Embora a maioria dos adultos com TOC reconheça que o que eles estão fazendo não faz sentido, alguns adultos e a maioria das crianças não percebem que seu comportamento está fora do comum. Pais ou professores tipicamente reconhecem sintomas de TOC em crianças. Se você acha que tem TOC, fale com seu médico sobre seus sintomas. Se não tratado, o TOC pode interferir em todos os aspectos da vida.

5 – Quais são os fatores de risco? 
Os fatores de risco incluem tendências genéticas e influências do meio ambiente. Estudos têm mostrado que as pessoas com parentes de primeiro grau (como um pai, irmão ou criança) que têm o transtorno estão em maior risco de desenvolver TOC próprios. O risco é maior se o familiar de primeiro grau desenvolveu TOC como uma criança ou adolescente. Pesquisas em andamento continuam a explorar a conexão entre genética e TOC e podem ajudar a melhorar o diagnóstico e tratamento do TOC. Pessoas que sofreram abuso (físico ou sexual) na infância ou outro trauma tem um risco maior de desenvolver TOC. Em alguns casos, as crianças podem desenvolver sintomas de TOC após uma infecção estreptocócica – isso é chamado Distúrbios Neuropsiquiátricos Auto-Imunes Pediátricos Associados a Infecções Estreptocócicas (PANDAS).

6 – Como funciona o transtorno? 
Estudos de imagem têm mostrado diferenças no córtex frontal e estruturas subcorticais do cérebro em pacientes com TOC. Parece haver uma conexão entre os sintomas de TOC e anormalidades em certas áreas do cérebro, mas essa conexão não é clara. A investigação está ainda em curso. Compreender as causas ajudará a determinar tratamentos específicos e personalizados para tratar o TOC.

7 – As pessoas que sofrem de Transtornos Obsessivos Compulsivos, em sua maioria, são conscientes do caráter anormal de seu comportamento? 
As pessoas que sofrem de TOC nem sempre são conscientes do caráter anormal de seu comportamento. Embora a maioria dos adultos com TOC reconheça que o que eles estão fazendo não faz sentido, alguns adultos e a maioria das crianças não percebem que seu comportamento está fora do comum.

8 – O TOC se manifesta sempre da mesma maneira? 
Não. O TOC possui diferentes tipos de manifestações, e um paciente com TOC apresenta alterações dos sinais e sintomas ao longo do tempo. Os sintomas podem vir e ir, aliviar ao longo do tempo, ou piorar. As pessoas com TOC podem tentar ajudar a si mesmas, evitando situações que desencadeiam suas obsessões, ou podem usar álcool ou drogas para se acalmarem.

9 – Qual é a duração normal do tratamento? 
A duração depende da qualidade do tratamento e adesão ao tratamento pelo paciente. O tratamento mais eficaz depende da combinação de medicação e psicoterapia direcionada para o transtorno do paciente. Às vezes, as pessoas com TOC também têm outros distúrbios mentais, como ansiedade ou depressão. É importante considerar esses outros distúrbios ao tomar decisões sobre o tratamento. Consulte um psiquiatra para a decisão do tratamento específico para cada tipo de paciente.

10 – Se o Transtorno Obsessivo Compulsivo é considerado uma doença, o mesmo tem cura? 
O TOC pode ter cura, quando tratado adequadamente. Por isso, procure um médico psiquiatra, em caso de suspeitas.

Dra. Mariana Zaramela Lopes
Psiquiatra
Rua Visconde de Pirajá 550, sala 324, Ipanema
Tel: (21) 99150-5101

Câncer de Pele

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O que é Câncer de Pele? 
O câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não-melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.

O que causa o Câncer de Pele? 
Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade quando se expõem ao sol, com fototipos I e II, têm mais risco de desenvolver a doença, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que mais raramente. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar.

Como é feito o diagnóstico do CP? 
O câncer da pele pode se assemelhar a pintas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas: Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Como é o tratamento?
Todos os casos de câncer da pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares, assim como os melanomas em fases iniciais pode ser tratada com procedimentos simples, como a cirurgia excisional, remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram extraídas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura, e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes.

O CP pode dar metástase?
Em alguns casos, o melanoma se espalha (metástase) para linfonodos (gânglios linfáticos), pulmões, cérebro ou outros órgãos enquanto a lesão na pele ainda é muito pequena. Já os outros tipos de câncer de pele não melanoma são mais difíceis de causar metástase, necessitando de um longo tempo de evolução para tal.

Existe predisposição genética ou familiar de CP?
A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

Como se prevenir?
Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos. Medidas de proteção: Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas (horário de verão). Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço. Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas. Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses. Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Aonde fazer os exames preventivos
Procure sempre por um dermatologista credenciado pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Bronzeamento artificial pode dar CP? 
Uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em dezembro de 2009, proibiu a prática de bronzeamento artificial por motivações estéticas no Brasil. Foi o primeiro país no mundo a tomar medidas tão restritivas em relação ao procedimento. Desde então, outras nações com incidência elevada de câncer da pele, como Estados Unidos e Austrália, também tomaram medidas para dificultar a realização do procedimento. As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde e, em 2009, foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol. A prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.

Existe mais predisposição, entre raça e gênero? 
Há um predomínio nos casos de câncer de pele relacionado a sexo masculino, idade avançada e de pele muito clara. Já um tipo de específico melanoma (acral, relacionado às extremidades) é mais comum em negros.

Dr. Gabriel Monteiro
Dermatologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966

 

Meningite

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O que é meningite?
Meningite é a inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Quando ocorre a meningite? 
Ela ocorre quando os vírus ou bactérias conseguem ultrapassar a barreira de proteção entre o sangue e o encéfalo e se aninham nas meninges causando então inflamação e/ou pus e a partir daí esta infecção pode se espalhar por todo o sistema nervoso central.

A quais sintomas as mães devem estar atentas?
Na criança pequena 0 a 1 ano, que é a principal faixa etária de risco, os sintomas podem ser inespecífico, então atenção se a criança estiver caída, molinha, pouco responsiva, irritada, febril e com a fontanela abaulada ( moleira alta). Já nas crianças mais velhas os sintomas são os mais conhecidos, febre alta, dor de cabeça, vômitos e a rigidez de nuca ( dificuldade de encostar o queixo no peito).

Quais germes provocam a meningite?
Os principais germes causadores da meningite são os vírus e bactérias, mas qualquer germe teoricamente pode levar a meningite.

Qual a diferença entre a meningite viral e a bacteriana? 
As meningites virais são quadros mais brandos, benignos e evoluem sem tratamento específico. A criança fica prostrada, febril, mais irritada, com dor de cabeça. No exame percebemos a rigidez da nuca, neste caso é necessário fazer o exame do líquor e se for comprovado quadro viral apenas aguardamos para que se resolva sozinho, assim como num resfriado. No caso das bacterianas temos 3 principais bactérias: meningococo, pneomococo ( o mesmo que provoca pneumonia) e haemofilos. A transmissão é feita pelas vias respiratórias naso e orofaringe, a bactéria cai então no sangue e daí pode alcançar as meninges. O meningococo por ser o mais severo é também o mais conhecido com sintomas que evoluem rapidamente podendo provocar febre bem alta, muita prostração, vômitos, irritabilidade, manchas no corpo e dor de cabeça intensa. Neste caso é necessário o diagnóstico rápido e tratamento com antibiótico venoso o quanto antes, pois pode levar ao óbito ou sequelas. A grande diferença entre virais e bacterianas está na benignidade da primeira, que evolui sem tratamento e na gravidade da segunda que deve ser imediatamente tratada com antibiótico.

A mãe consegue diferenciar a meningite viral da bacteriana?
Não, apenas o médico se utilizando do exame do líquor, através da punção lombar, consegue perceber as diferenças. A própria coloração do líquor já muito importante, ele costuma ser cristalino, se na coleta vier pus por exemplo a chance de ser bacteriana é muito grande.

Vale ressaltar que hoje temos vacinas para os principais grupos bacterianos causadores de meningite, as mães não devem deixar de conversar com seus pediatras sobre as opções.

Dra. Giselle Marin
CRM 52.79423-7
Pediatra

Av. das Américas 3500, bloco 4, sala 341
Le Mond, Barra da Tijuca.
Tel: 2135-0507

HPV

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1) O que é HPV?
HPV é um vírus e é a abreviatura de Papiloma Vírus Humano.

2) Qual a faixa etária com maior incidência?
A faixa etária de maior acometimento situa se entre 20 e 40 anos , com um pico de incidência entre 20 a 24 anos , tanto na população feminina como na masculina .

3) Atinge tanto homens com mulheres?
Pode atingir homens, mulheres, adultos e crianças.

3) O HPV leva ao Câncer?
Existem mais de 200 tipos de HPV, dentre estes, 12 tipos são considerados de alto grau e podem levar, principalmente, ao Câncer de colo do útero. Outros tipos de câncer, como o anal, boca, pênis e garganta também podem ser causados pelo HPV , porém são menos comuns

4) Aparece alguma lesão? Qual o local?
Geralmente o HPV é assintomático ou apresenta poucos sintomas, mas podem aparecer pequenas “verrugas “na região genital, oral ou anal , chamadas de condiloma acuminado ou “ crista de galo “. Além disso, lesões de baixo ou alto grau podem surgir no colo do útero, sendo detectadas através da realização do preventivo. Outros locais menos comuns podem apresentar lesões pelo HPV, como: orofaringe, a árvore respiratória, esôfago, abdômen, membros e tronco. Cada tipo viral apresenta predileção por um determinado local.

4) Como é o aspecto da lesão? Dá dor no local da lesão?
A lesão tem aspecto de verruga e não ocorre dor local.

5) No sexo oral pega HPV?
Sexo oral e anal podem transmitir o HPV.

6) Existe prevenção? Qual?
Sim, existe prevenção para o HPV. As duas principais formas de prevenção são através da vacinação e da coleta regular do preventivo. O preventivo que é capaz de detectar lesões percussoras de câncer de colo do útero. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos. A camisinha previne parcialmente a transmissão do HPV.

7) Mulher grávida pode ser vacinada?
As mulheres grávidas não podem tomar a vacina .

8) A vacina dá algum feito colateral?
Em geral, as pessoas não apresentam efeitos colaterais, mas os mais comuns, quando presentes, são : reação no local de aplicação com dor, inchaço e vermelhidão .

9) Quem não pode tomar a vacina?
Grávidas ; pessoas que tem ou fizeram reação alérgica severa aos componentes da vacina ; pessoas com alguma doença aguda devem esperar a melhora dos sintomas para tomar a vacina . Mulheres fora da faixa etária recomendada pelo ministério da saúde que ainda não tiveram relações sexuais devem tomar a vacina, porém as que são sexualmente ativas , a vacina não terá o mesmo custo – benefício .

10)Mesmo sem a lesão e sintoma, é preciso ir ao médico?
No caso das mulheres é necessário ir ao médico para realização de prevenção do Câncer de colo do útero, através da coleta do preventivo. O ministério da saúde recomenda a coleta entre 25 e 64 anos e também nas grávidas. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

11) Existe vacina para HPV? Quando tomar? É dose única?
O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino). A população-alvo prioritária da vacina HPV é a de meninas na faixa etária de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo de seis meses, e mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos, que receberão três doses (0, 2 e 6 meses).

12)Existe risco de o bebê adquirir no parto?
Existe risco do bebê adquirir durante o parto, porém não é tão comum. Ocorre principalmente, se a paciente apresentar muitas verrugas visíveis no momento do parto .

13)Pode ter contágio por outros meios como, toalha, vaso sanitário, roupas intimas?
Sabe –se que a principal forma de transmissão é por relação sexual, e ainda não é comprovado que toalhas, roupas ou vaso sanitário possam ser meios de contágio . Lembrando que o beijo, abraço e aperto de mão não transmitem o HPV e o risco de transmissão é muito maior quando as verrugas estão visíveis.

14) Logo depois da relação sexual aparece a lesão?
As lesões podem aparecer, em média , após três meses da exposição , mas em muitas pessoas o vírus pode permanecer em seu estágio latente , vindo a se manifestar muitos anos depois ou até mesmo não se evidenciar .

15)Como é o tratamento? Comprimidos?: Cirurgia?
Existem alguns tipos de tratamento para o HPV: para as verrugas genitais usa se produtos cáusticos locais , como o ácido tricloroacético e podofilina, ou imunoterapia , com o Imiquimod ; para lesões no colo do útero usa se cauterização elétrica , exérese da lesão ou até mesmo laser . Lembrando se que os pacientes não podem aplicar os produtos cáusticos sozinhos, sendo imprescindível a presença médica.

Dra. Verônica Raupp
Ginecologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966