Tudo que você precisa saber sobre o coronavírus.

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Uma nova epidemia vem estampando as capas de jornais em todo o mundo. O coronavírus, um tipo de vírus já conhecido pela medicina, surge com uma mutação que o torna mais contagioso. Desta forma, o vírus vem sendo motivo de preocupação internacional. Em um momento como esse é importante evitar as fake news e, pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu um informe com as principais perguntas e respostas sobre o vírus, sua transmissão e prevenção. Confira abaixo algumas orientações:

 

O que é este novo coronavírus?

Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.

 

Qual a origem do surto atual?

A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan, na China.

 

Há transmissão sustentada do novo coronavírus?

Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

 

Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus?

Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa. Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as precauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

 

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Saúde Ocular na Infância

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Mamães e papais, apertem os cintos! Vocês estão prestes a entrar a viagem mais impressionante da vida de vocês. Nada daqui para frente será igual ao que vocês já experimentaram; a vida que está por vir transformará seus dias, mudará suas rotinas e te farão uma pessoa melhor, mais comedida, madura e amorosa. Sim, seu bebê será capaz de mostrar a vocês o que é amor verdadeiro.

Abaixo respondo algumas perguntas e dúvidas que recebo na minha rotina de trabalho. Espero poder ajudar e, caso tenham dúvidas, deixem sua pergunta que tentarei ajudar da melhor forma possível.

1- Por que é tão importante cuidar dos olhos já na primeira infância?

Nossos bebês vêm ao mundo de uma forma ainda imatura, vários órgãos precisam “amadurecer” nos primeiros anos de vida, e o olho é um deles. Nossa retina está recebendo luz pela primeira vez em 9 meses. Vivíamos em um mundo escuro, silencioso e quente e agora estamos do lado de fora, convivendo com barulho, frio e luz, muita luz!

Nesse momento, a retina começa a trabalhar, começa a receber o estímulo necessário para que ela transmita ao cérebro a imagem e que ele comece a entender e associar cada pontinho de informação que recebe.

Os três primeiros anos da vida do bebê significam muito para o amadurecimento da retina; o bebê precisa ter os olhos funcionando muito bem, levando a luz para a retina e formando a imagem com a melhor qualidade possível, somente assim, olho, retina e cérebro entenderão o que recebem e começarão a traduzir isso em uma linda imagem.

Não se preocupem se nos primeiros dias de vida o teu bebê não focaliza nada e na maior parte do tempo tem um olhar “perdido”. Nesse momento ele não é capaz de ver nada, acompanhar nada e nem interagir corretamente, tudo é novidade, ele ainda precisará aprender.

A importância dos exames já no berçário, como o teste do olhinho, aos 6 meses no consultório oftalmológico, é exatamente pelo fato de que, neste momento, precisamos ter certeza de que tudo esteja funcionando perfeitamente para que o desenvolvimento ocorra em sua plenitude.

2- Qual é a importância do Teste do Olhinho?

Vejam como a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) se posicionam sobre o Teste do Olhinho: “É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias.” (…) O “Teste do Olhinho” pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.”

3- Quais são os principais problemas oculares em crianças?

O Estrabismo, a Ambliopia (vista cansada), o Glaucoma congênito, a Miopia, a Hipermetropia, o Astigmatismo, a Catarata congênita e o Retinoblastoma são alguns dos “problemas” que podem ser diagnosticados em uma consulta com o oftalmologista, já no início da vida do bebê; se corrigidos, possibilitarão um desenvolvimento adequado para a visão do bebê.

4- É mais fácil tratar doenças oftalmológicas em crianças?

A questão não é a facilidade. Ocorre que existem alterações oftalmológicas que precisam ser corrigidas dentro da janela de desenvolvimento do olho da criança, ou seja, até aproximadamente 5 anos. Após esse período é muito difícil que tenhamos alguma resposta satisfatória.

5- Quais sinais são indicativos de doenças oftalmológicas? Alguma sugestão para mães e pais?

Há uma tabela usada para identificar o desenvolvimento da visão na infância. Confira abaixo:

Glaucoma: sintomas, diagnóstico e tratamento.

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O Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo e atinge milhares de pessoas. Apesar disso, é possível diagnosticar a tratar o glaucoma antes que ele se torne um problema grave. Conversamos com o nosso oftalmologista Dr. Felipe Galdino Campos sobre o diagnóstico e o tratamento. Confira:

1- O que é Glaucoma?
Glaucoma é uma alteração da estrutura do nervo óptico (NO).

2- O que é o NO?
O olho está localizado na órbita, estrutura óssea que contém o globo ocular. A retina, fina membrana que recobre a parte interna do globo ocular (olho) é responsável pela captação da informação luminosa (imagem) e transmissão dessa informação para o cérebro, através do NO. Então, o nervo óptico é a estrutura que faz a ligação entre o olho e o cérebro. 

No glaucoma, seja ele de pressão normal ou pressão elevada, esse elo de comunicação entre o olho e o cérebro se danifica, impedindo que seja feita a transmissão da informação de forma adequada. A principal causa de glaucoma é a pressão intraocular (PIO) elevada e é por essa razão que foi incorporado ao exame oftalmológico de rotina. 

3- Quais são os riscos do glaucoma para a visão?
O glaucoma é uma doença silenciosa e perigosa deixando milhares de pessoas cegas todos os anos. É uma doença altamente incapacitante, mas possível de controlar.

4- Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do glaucoma é sempre um desafio para o oftalmologista e, algumas vezes, pode levar algum tempo para ser fechado. Isso ocorre porque a lesão do NO se dá lentamente e os sintomas somente aparecem no estágio final da doença, onde pouco podemos fazer. A importância de consultas regulares, de realizar e GUARDAR os exames complementares e seguir a recomendação médica é enorme. O tempo de evolução é muito importante no fechamento do diagnóstico.

Se você está sendo investigado ou se você tem recomendações de retornos periódicos não deixe de ir às consultas e nem de guardar os exames realizados; o seu passado, no caso do glaucoma, é muito mais importante do que o presente.

5- É possível controlar o glaucoma?
Sim, é possível. Temos um grande arsenal de medicações para o controle da pressão.  Existem exames complementares de alta tecnologia para o acompanhamento e diagnóstico e, nos casos mais avançados, a cirurgia.

Uma mensagem final é que, se você já teve diagnóstico de glaucoma ou apenas uma suspeita, escute o seu oftalmologista, use os medicamentos e guarde os exames. Glaucoma é um problema crônico como a diabetes, a pressão arterial elevada e o hipo/hipertireoidismo precisa de acompanhamento e tratamento por toda a vida.

 

Oftalmologia

Dr. Felipe Galdino M. Campos

CRM 52.81148-3