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Síndrome de Burnout: o excesso e a exaustão da vida moderna

By junho 10, 2019 No Comments

Você acorda todos os dias com tempo contado para o café da manhã, enfrenta o transporte público lotado ou engarrafamentos intermináveis; o estresse do deslocamento se soma ao impacto do trabalho e os problemas corriqueiros passam a ter um peso muito maior do que o necessário em sua rotina. O resultado de todo esse processo é a chamada Síndrome de Burnout, que vem atingindo cada vez mais pessoas em todo o mundo. Confira abaixo as respostas para as principais dúvidas dos nossos leitores sobre a síndrome, que foi recentemente incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS), e definida como “estresse crônico”.

1- A síndrome pode atingir qualquer pessoa?
Sim, qualquer pessoa pode desenvolver Burnout, contudo, a síndrome só é assim classificada porque representa relação direta com o ambiente profissional ou educacional; isso é fundamental para o diagnóstico.

2- Quais são os principais sintomas da síndrome?
O principal sintoma é a exaustão e rejeição ao trabalho e escola em níveis incapacitantes. É comum que nos sintamos eventualmente cansados e não tenhamos vontade de executar as tarefas profissionais ou escolares, mas quando isso se torna prolongado e afeta essas atividades, pode ser Burnout. Outros sintomas são irritabilidade, depressão, ansiedade, alteração no sono, cansaço excessivo, desânimo e apatia.

3- Qual é o profissional indicado para tratar a síndrome?
O diagnóstico da Síndrome de Burnout pode ser realizado por dois profissionais de saúde mental: psiquiatra ou psicólogo. Ambos têm competência para distinguir os sintomas e, a partir do contexto de vida do paciente, realizar o diagnóstico do problema.

4- Como é realizado o tratamento?
O tratamento consiste, principalmente, em psicoterapia e, em alguns casos, é necessário associar medicamentos – que só podem ser prescritos por psiquiatras – para obter sucesso. O tempo de tratamento varia de acordo com o tempo resposta de cada indivíduo.

5- Como prevenir a síndrome?
A prevenção da síndrome exige engajamento em diversas áreas da vida do paciente. São sugeridas mudanças na rotina e horários, assim como a inserção de atividades coletivas e uma melhor gestão do tempo. Exercícios físicos regulares, associados a uma melhora no sono, além da redução no consumo de estimulantes, como café e chás ricos em cafeína.