Febre Amarela

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Saiba quais são os países da América do Sul e Central que exigem o atestado de vacinação contra Febre Amarela, segundo a Organização Mundial de Saúde OMS. 
Há casos em que o viajante não pode tomar a vacina, seja por questões de idade ou de saúde, estando portanto, impossibilitado de viajar para estes países. Entre em contato com a Clínica Galdino Campos para receber as orientações do médico.

ANTIGUA E BARBUDA
ARUBA
BAHAMAS
BARBADOS
BELIZE
BOLIVIA
BRASIL
COLOMBIA
COSTA RICA
CUBA
CURAÇAO
EQUADOR
EL SALVADOR
GRANADA
GRANADINAS
GUATEMALA
GUIANA
GUIANA FRANCESA
HAITI
HONDURAS
JAMAICA
MARTINIQUE
NIGARAGUA
PANAMA
PARAGUAY
REPUBLICA DOMINICANA
SANTA LÚCIA
SÃO VICENTE E GRANADINAS
SURINAME
TRINIDAD TOGAGO
VENEZUELA

Países da América do Sul com risco de contaminação, mas que não exigem o atestado, apenas recomendações:
PERU
ARGENTINA

Dr. Ronaldo Galdino Badia Campos
CRM: 52.27950-8
Clínica Médica / Pediatria
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966

 

Hipertiroidismo

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1- O que é Hipertiroidismo?
O Hipertiroidismo é caracterizado pelo excesso dos hormônios T3 e T4 circulantes no organismo.

2- Como ocorre o Hipertiroidismo? É hereditário? 
Na grande maioria dos casos, existe uma doença autoimune, onde a pessoa acometida produz anticorpos que estimulam a tireoide excessivamente, fazendo com que ela aumente a produção dos seus hormônios T3 e T4. Nestes casos há um componente genético, sendo do tipo hereditário e crônico. Pode ser também por liberação excessiva de T3 e/ou T4 em nódulos formados na tireóide ou induzida por medicamentos ou por processos inflamatórios.

3- Quais são os sintomas mais comuns?
Transpiração, ansiedade e irritabilidade excessivas, aumento da frequência cardíaca, agitação, tremores nas mãos, insônia, emagrecimento, queda de cabelo e evacuações mais frequentes. Em alguns casos os olhos são acometidos e podem ficar aumentados, avermelhados e ressecados.

4- É mais frequente na mulher ou no homem e em qual faixa etária? 
O hipertireoidismo é raro na infância e adolescência. Afeta até 2% da população adulta com maior frequência nas mulheres, principalmente na 4ª década de vida.

5- Como é feito o diagnóstico? 
Além de uma boa investigação clínica, devem ser solicitados exames no sangue com os hormônios tireoidianos T3 e T4, o TSH e os anticorpos que atingem a tireóide. A ultrassonografia da glândula também deverá ser solicitada.

6- O que é DOENÇA DE GRAVES? 
A Doença de Graves é a principal causa do hipertireoidismo, e ela se caracteriza pela presença de anticorpos contra a glândula tireóide, estimulando-a produzir excessivamente os hormônios T3 e T4.

7- Quais os sintomas da DOENÇA DE GRAVES? 
Os mesmos do hipertireoidismo, mas com a presença de bócio e oftalmopatia.

8- O HIPERTIROIDISMO pode afetar a gravidez ou a fertilidade feminina? 
Sim, os ciclos menstruais ficam irregulares, podendo comprometer a ovulação ou o implante do óvulo fecundado. Ocorrem também mais abortos. O hipertireoidismo também pode ocorrer no período pós parto, por processo inflamatório.

9- A Tireóide aumenta de tamanho no HIPERTIROIDISMO? 
Na grande maioria dos casos, sim.

10- Tem cura? 
Sim, mas depende da causa. No caso da Doença de Graves, que é crônica, pode ocorrer uma remissão.

11- Qual especialidade deve acompanhar o paciente? 
O paciente deve se consultar com um endocrinologista, que é a especialidade de referência para tratar esta doença.

Dra. Glaucia Moraes
Endocrinologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966

Sarampo

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O Sarampo é uma doença viral aguda, altamente transmissível, caracterizada por febre, exantema (manchas vermelhas) e sintomas respiratórios. Pode ser acompanhada de complicações graves, que podem deixar sequelas ou serem fatais.

Transmissão
A transmissão do sarampo ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível que haja contaminação através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. O período de transmissão dura da fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas.

Período de incubação 
Geralmente de 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema.

Sintomas 
Período prodrômico – Após o período de incubação surgem as manifestações do período prodrômico, que dura de dois a quatro dias. Iniciam-se febre que aumenta gradativamente de intensidade, acima de 38,5ºC, acompanhada de tosse produtiva, coriza, conjuntivite e fotofobia. Em alguns casos, ocorre também diarreia. No fim do período prodrômico, podem ser vistas as manchas de Koplik, que são lesões de 2 a 3mm de diâmetro, discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, localizadas na região interna da mucosa oral (bochechas), ao nível dos dentes prémolares. O número de lesões é variável (costuma ser de 2 a 5, podendo aparecer mais), dura de um a três dias e desaparece logo após o surgimento do exantema. Período exantemático – Cerca de dois a quatro dias depois do surgimento dos sintomas do período prodrômico aparece a lesão característica do sarampo: o exantema cutâneo maculopapular. O exantema é de coloração vermelha, inicia-se na face, geralmente na região retroauricular, chegando ao auge 2 a 3 dias depois do seu início, quando se estende pelo tronco e membros; às vezes as lesões são confluentes, ou seja, tendem a convergir para a face e o tronco. O exantema pode durar de 4 a 7 dias e, em alguns casos, é seguido de descamação furfurácea (a pele que se desprende tem uma forma semelhante a farinha). A febre dura, em geral, até o 3º dia do aparecimento do exantema e sua permanência após este período (terceiro dia de exantema) pode indicar complicações da doença. Algumas crianças desenvolvem esfoliações graves da pele, especialmente as mal nutridas ou com deficiência de vitamina A (1).

Complicação 
As complicações do sarampo podem incluir a pneumonia, a otite média que pode levar a surdez, conjuntivite com ceratite de córnea pela deficiência da vitamina A, que pode deixar como sequela cegueira, equimoses ou sangramentos espontâneos, já que a quantidade de plaquetas pode diminuir bastante, encefalite e panencefalite esclerosante subaguda, uma complicação grave do sarampo que produz lesão cerebral, vômitos e diarreia entre outras.

Diagnóstico Diferencia 
Existem muitas doenças que se manifestam acompanhadas de febre, exantema e uma variedade de sintomas não específicos. Por isso, no atendimento a esses casos é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas febris, destacando-se como as mais importantes: o sarampo, a rubéola, o eritema infeccioso, o exantema súbito, a escarlatina, as enteroviroses (coxsackie e echo), a dengue, zyka e chikungunya.

Prevenção 
A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR), é a única forma de prevenir a ocorrência destas doenças na população. Para a imunização ativa contra o sarampo e a rubéola utiliza-se, atualmente, a vacina tríplice viral. A vacina tríplice viral é composta por vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Os componentes da vacina são altamente imunogênicos e eficazes. A proteção inicia-se duas semanas após a aplicação e sua eficácia é superior a 95% para o sarampo, rubéola e caxumba. A imunidade induzida pela vacina é duradoura, provavelmente por toda a vida. São necessárias 2 doses para imunização para toda a vida, sendo que a primeira a partir de 12 meses para conferir a imunidade. Doses feitas entre 6 e 11 meses deverão ser desconsideradas. Adultos que não se vacinaram ou não tem certeza do histórico de vacinação também deverão se vacinar.

Dra. Giselle Marin
CRM 52.79423-7
Pediatra

Av. das Américas 3500, bloco 4, sala 341
Le Mond, Barra da Tijuca.
Tel: 2135-0507

Diabetes Mellitus

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O que é diabetes?
Diabetes mellitus é uma doença muito frequente onde existe um acúmulo de glicose no sangue, além dos limites considerados normais. Os carboidratos dos alimentos são transformados em glicose a qual é absorvida pelas células do nosso corpo dependendo diretamente da ligação da insulina em um receptor celular. As nossas células necessitam da glicose para produzir energia e funcionar corretamente. No diabético, a ação da insulina, hormônio que é produzido pelo pâncreas, está comprometida. Por isso a glicose sobra e fica em excesso no sangue. Parte do excesso de glicose pode ser estocado no fígado, mas até um certo limite, em forma de glicogênio hepático ou em forma de triglicerídeos, o que também vai trazer danos ao fígado.

Quais são as causas do diabetes?
Basicamente existem duas causas principais para ocorrer este acúmulo de glicose que depende da produção de insulina pelo pâncreas: a) No Diabetes tipo 1 existe uma deficiência na produção de insulina. É uma doença bem mais grave, que geralmente surge no paciente ainda criança ou jovem, mas raramente no adulto. Essas pessoas sofrem uma destruição autoimune das células pancreáticas que produzem a insulina. Neste caso vão depender de injeções de insulina e de um controle alimentar rigoroso, para o resto da vida. b) No Diabetes tipo 2 pode ocorrer tanto uma deficiência parcial na produção da insulina, quanto uma incapacidade da insulina produzida em trabalhar da forma correta, o que também é chamado de resistência insulínica. Este tipo é bem mais frequente e aparece mais no adulto. Fatores como: genética, estresse das grandes metrópoles, ganho de peso excessivo, alimentação inadequada e inatividade física, contribuem para o aparecimento da doença.

Quais são os sintomas do diabético? 
No tipo 1 os sintomas são mais imediatos e evidentes, o paciente passa a urinar excessivamente, apresenta muita sede e visão turva. No tipo 2, estes sintomas também podem ocorrer, mas muitas vezes não há sintoma nenhum e o indivíduo fica muitos anos sem saber e sem se tratar. Só com o tempo apresenta sintomas como mal estar geral, cansaço, dormência nos pés, falta de sensibilidade, feridas que não cicatrizam.

Quais os perigos por trás do não controle desta glicose elevada? 
As complicações tardias, podem ser fatais ou graves como: cegueira, amputações, dores neuropáticas, insuficiência renal, aterosclerose e infarto silencioso. Essas complicações vão surgindo lentamente, sem dar muitos sintomas, ditas silenciosas, e quando surgem muitas vezes são irreversíveis.

Como é feito o diagnóstico? 
1. a) dosagens laboratoriais de glicemia em jejum, ou com curva glicêmica 2. b) dosagem de glicemia capilar com glicosímetro 3. c) dosagem da hemoglobina glicada (A1C), que reflete a média da glicose. O exame da A1C, também é usado para o controle dos pacientes já em tratamento, determinando se ele está dentro das metas. Valores de glicemia de jejum (GJ): – GJ 100 mg/dL: considerado dentro do limite de normalidade. – GJ 100 a 125 mg/dL: pré-diabetes. – GJ 126 mg/dL: diabetes. Valores da A1C: 1) para avaliação do controle glicêmico em pessoas com diabetes: – A1C entre 4% a 6% = faixa de resultados normais. – A1C entre 6% a 7% = diabetes moderadamente controlado. – A1C maior que 7% = diabetes mal controlado. 2) para diagnóstico do diabetes: – A1C abaixo de 5,7% = ausência de diabetes. – A1C entre 5,7% e 6,4% = presença de pré-diabetes. – A1C maior ou igual a 6,5% = diabetes mal controlado.

Você sabe se tem risco de desenvolver diabetes? 
É grande o número de pessoas que a cada dia recebem o diagnóstico de diabetes. No Brasil, em torno de 7% da população, tem diabetes! Procure um endocrinologista se você tiver: 1) Glicose de jejum acima de 100; 2) Triglicerídeos elevados; 3) Fazendo uso de glicocorticóides; 4) Ganhando peso ou já com sobrepeso; 5) Obesidade; 6) Cintura abdominal maior que 94 cm para homens e maior que 80 cm para mulher; 7) Parentes próximos com diabetes; 8) Urinando muito; 9) Acordando a noite mais de uma vez para urinar; 10) Sentindo muita sede; 11) Teve filho nascido com peso superior a quatro quilos; 12) Teve diabetes gestacional (durante pelo menos uma das gestações); 13)Tem síndrome de ovários policísticos. A prática de atividade física regular e uma alimentação saudável são essenciais para o controle desta doença, além disso, existem diversos tratamentos com medicamentos orais e/ou injetáveis que promovem um controle adequado destes níveis elevados da glicose, portanto, não se justifica mais deixar de procurar um especialista e colocar sua glicemia no alvo certo.

Dra. Glaucia Moraes
Endocrinologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966

Transtorno Obsessivo Compulsivo

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1 – O que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo? 
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um transtorno comum, crônico e duradouro. É caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões. O TOC é considerado uma doença mental grave. Ela está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que cerca de 4 milhões de brasileiros sofram com a doença. Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados. Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais em que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.

2 – Qual é a explicação para o TOC?
As causas do TOC são desconhecidas, mas os fatores de risco incluem tendências genéticas e influências do meio ambiente.

3 – Como é possível detectar os pacientes com TOC no atendimento médico? 
Pessoas com TOC podem ter sintomas de obsessões, compulsões ou ambos. Esses sintomas podem interferir em todos os aspectos da vida, como trabalho, escola e relacionamentos pessoais. Os sintomas do TOC envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (preocupações excessivas, dúvidas, pensamentos de conteúdo impróprio ou “ruim”, obsessões) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Portadores da doença sofrem de muitos medos, como por exemplo o de contrair doenças ou cometer alguma falha. Em virtude desses medos, evitam as situações que possam provocá-los, possuindo um comportamento chamado de evitação. As evitações, embora não específicas do TOC, são, em grande parte, as responsáveis pelas limitações que o transtorno acarreta.

4 – Quais os sinais e sintomas? 
Obsessões são pensamentos repetidos, impulsos ou imagens mentais que causam ansiedade. Os sintomas comuns incluem: Medo de germes ou contaminação, lavando as mãos excessivamente. Preocupar-se excessivamente com limpeza. Revisar diversas vezes portas, janelas, gás ou o ferro de passar roupas antes de sair de casa ou dormir. Pensamentos proibidos ou indesejados envolvendo sexo, religião e danos. Pensamentos agressivos em relação aos outros ou a si próprio. Ter coisas simétricas ou em uma ordem perfeita. Compulsões são comportamentos repetitivos que uma pessoa com TOC sente o desejo de fazer em resposta a um pensamento obsessivo. As compulsões comuns incluem: Limpeza excessiva e / ou lavagem das mãos. Ordenação e organização das coisas de uma maneira específica e precisa. Repetidamente verificar as coisas, tais como verificar repetidamente para ver se a porta está bloqueada ou que o forno está desligado. Contagem Compulsiva. Nem todos os rituais ou hábitos são compulsões. Todo mundo verifica as coisas às vezes. Mas uma pessoa com TOC geralmente: Não pode controlar seus pensamentos ou comportamentos, mesmo quando esses pensamentos ou comportamentos são reconhecidos como excessivos. Gasta pelo menos 1 hora por dia nesses pensamentos ou comportamentos. Não obtém prazer ao realizar os comportamentos ou rituais, mas pode sentir breve alívio da ansiedade que os pensamentos causam. Experimenta problemas significativos em sua vida diária devido a esses pensamentos ou comportamentos. Os sintomas podem vir e ir, aliviar ao longo do tempo, ou piorar. As pessoas com TOC podem tentar ajudar a si mesmas, evitando situações que desencadeiam suas obsessões, ou podem usar álcool ou drogas para se acalmarem. Embora a maioria dos adultos com TOC reconheça que o que eles estão fazendo não faz sentido, alguns adultos e a maioria das crianças não percebem que seu comportamento está fora do comum. Pais ou professores tipicamente reconhecem sintomas de TOC em crianças. Se você acha que tem TOC, fale com seu médico sobre seus sintomas. Se não tratado, o TOC pode interferir em todos os aspectos da vida.

5 – Quais são os fatores de risco? 
Os fatores de risco incluem tendências genéticas e influências do meio ambiente. Estudos têm mostrado que as pessoas com parentes de primeiro grau (como um pai, irmão ou criança) que têm o transtorno estão em maior risco de desenvolver TOC próprios. O risco é maior se o familiar de primeiro grau desenvolveu TOC como uma criança ou adolescente. Pesquisas em andamento continuam a explorar a conexão entre genética e TOC e podem ajudar a melhorar o diagnóstico e tratamento do TOC. Pessoas que sofreram abuso (físico ou sexual) na infância ou outro trauma tem um risco maior de desenvolver TOC. Em alguns casos, as crianças podem desenvolver sintomas de TOC após uma infecção estreptocócica – isso é chamado Distúrbios Neuropsiquiátricos Auto-Imunes Pediátricos Associados a Infecções Estreptocócicas (PANDAS).

6 – Como funciona o transtorno? 
Estudos de imagem têm mostrado diferenças no córtex frontal e estruturas subcorticais do cérebro em pacientes com TOC. Parece haver uma conexão entre os sintomas de TOC e anormalidades em certas áreas do cérebro, mas essa conexão não é clara. A investigação está ainda em curso. Compreender as causas ajudará a determinar tratamentos específicos e personalizados para tratar o TOC.

7 – As pessoas que sofrem de Transtornos Obsessivos Compulsivos, em sua maioria, são conscientes do caráter anormal de seu comportamento? 
As pessoas que sofrem de TOC nem sempre são conscientes do caráter anormal de seu comportamento. Embora a maioria dos adultos com TOC reconheça que o que eles estão fazendo não faz sentido, alguns adultos e a maioria das crianças não percebem que seu comportamento está fora do comum.

8 – O TOC se manifesta sempre da mesma maneira? 
Não. O TOC possui diferentes tipos de manifestações, e um paciente com TOC apresenta alterações dos sinais e sintomas ao longo do tempo. Os sintomas podem vir e ir, aliviar ao longo do tempo, ou piorar. As pessoas com TOC podem tentar ajudar a si mesmas, evitando situações que desencadeiam suas obsessões, ou podem usar álcool ou drogas para se acalmarem.

9 – Qual é a duração normal do tratamento? 
A duração depende da qualidade do tratamento e adesão ao tratamento pelo paciente. O tratamento mais eficaz depende da combinação de medicação e psicoterapia direcionada para o transtorno do paciente. Às vezes, as pessoas com TOC também têm outros distúrbios mentais, como ansiedade ou depressão. É importante considerar esses outros distúrbios ao tomar decisões sobre o tratamento. Consulte um psiquiatra para a decisão do tratamento específico para cada tipo de paciente.

10 – Se o Transtorno Obsessivo Compulsivo é considerado uma doença, o mesmo tem cura? 
O TOC pode ter cura, quando tratado adequadamente. Por isso, procure um médico psiquiatra, em caso de suspeitas.

Dra. Mariana Zaramela Lopes
Psiquiatra
Rua Visconde de Pirajá 550, sala 324, Ipanema
Tel: (21) 99150-5101

Câncer de Pele

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O que é Câncer de Pele? 
O câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não-melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.

O que causa o Câncer de Pele? 
Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade quando se expõem ao sol, com fototipos I e II, têm mais risco de desenvolver a doença, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que mais raramente. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar.

Como é feito o diagnóstico do CP? 
O câncer da pele pode se assemelhar a pintas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas: Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Como é o tratamento?
Todos os casos de câncer da pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares, assim como os melanomas em fases iniciais pode ser tratada com procedimentos simples, como a cirurgia excisional, remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram extraídas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura, e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes.

O CP pode dar metástase?
Em alguns casos, o melanoma se espalha (metástase) para linfonodos (gânglios linfáticos), pulmões, cérebro ou outros órgãos enquanto a lesão na pele ainda é muito pequena. Já os outros tipos de câncer de pele não melanoma são mais difíceis de causar metástase, necessitando de um longo tempo de evolução para tal.

Existe predisposição genética ou familiar de CP?
A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

Como se prevenir?
Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos. Medidas de proteção: Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas (horário de verão). Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço. Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas. Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses. Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Aonde fazer os exames preventivos
Procure sempre por um dermatologista credenciado pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Bronzeamento artificial pode dar CP? 
Uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em dezembro de 2009, proibiu a prática de bronzeamento artificial por motivações estéticas no Brasil. Foi o primeiro país no mundo a tomar medidas tão restritivas em relação ao procedimento. Desde então, outras nações com incidência elevada de câncer da pele, como Estados Unidos e Austrália, também tomaram medidas para dificultar a realização do procedimento. As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde e, em 2009, foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol. A prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.

Existe mais predisposição, entre raça e gênero? 
Há um predomínio nos casos de câncer de pele relacionado a sexo masculino, idade avançada e de pele muito clara. Já um tipo de específico melanoma (acral, relacionado às extremidades) é mais comum em negros.

Dr. Gabriel Monteiro
Dermatologista
Av. Nossa Sra. de Copacabana, 492 – Copacabana
Tel: (21) 2548-9966